| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | P. griseipectus |
A tiriba-de-peito-cinza ou periquito-cara-suja, como é popularmente conhecido é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Seu nome científico significa: do (grego) pur = fogo; e ilia, ile = flancos, flanco; pyralia em latim significa tochas; e do (latim) griseus = cinza; e pectus = peito. ⇒ (Ave) com peito cinza e cauda vermelha.
Mede 23 cm de comprimento e pesa cerca de 63 gramas. Isolada geográficamente a espécie foi recentemente separada da tiriba-de-orelha-branca e da tiriba-de-pfrimer devido a diferenças genéticas.
Alimenta-se de sementes, frutos e flores.
O período reprodutivo se dá na época das chuvas, quando a fêmea põe de cinco a oito ovos, em ocos escavados por pica-paus. Eles também utilizam ocos de pica-pau para dormirem.
É encontrada nas florestas úmidas, frequentemente localizadas em regiões Serranas, onde as chuvas orográficas propiciam a ocorrência dos enclaves de Mata Atlântica e Mata seca em meio a caatinga. É considerado o psittacídeo mais ameaçado de extinção no Brasil. A principal ameaça à espécie é o tráfico de animais silvestres e, provavelmente existem mais animais em cativeiro do que na natureza. Bandos inteiros são capturados nos ocos a noite, sendo comercializados em feiras clandestinas. Por fim, os desmatamentos e a especulação imobiliária, tem suprimido rapidamente seu habitat.
Endêmica do Brasil, ocorre atualmente apenas em três localidades dentro do estado do Ceará: Serra de baturité, Quixadá e Ibaretama. Registros recentes para o estado da Bahia estão sob estudo. Coleções de museu e publicações antigas indicam que a espécie ocorria também no Pernambuco, Paraíba e Alagoas, mas expedições recentes não encontraram indícios da espécie nestes locais.
http://www4.museu-goeldi.br/revistabrornito/revista/index.php/BJO/article/download/3910/pdf_773